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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Planejamento financeiro

Cuidar das finanças pessoais é tão importante quanto cuidar das finanças de uma empresa, afinal, por uma falta de controle, metas, planejamento, etc ambas podem ser levadas a falência.
Poucas pessoas têm o hábito de cuidar de suas finanças detalhadamente, quer dizer, não precisamos contratar um departamento financeiro como em uma empresa, mas é imprescindível mantermos todas as nossas receitas e despesas de forma clara.
Muitos dirão que não precisam de nada disso pois pagam suas contas em dia e não devem nada a ninguém, mas esse pensamento é extremamente equivocado, pois sem um maior controle não conseguimos nos planejar, e hora ou outra tudo pode ir por água abaixo e nos vermos em um buraco sem fundo.
Experimente parar e colocar em uma planilha simples ou mesmo em um papel qual é o valor de sua receita por mês e todas as contas a serem pagas, é incrível, mas ao menos mais da metade das pessoas descobrirão que gastam muito mais do que ganham. Para uma melhor avaliação faça essa planilha fechando ao menos um período de 6 meses inserindo tudo,faça uma média de suas contas desde as fixas como água, luz, telefone, condomínio, até as contas com cartões de crédito, financiamento de imóveis, veículos, crediários em lojas etc, com isso conseguimos ter uma prévia do quanto estamos ganhando e do quanto estamos gastando. O incrível de tudo isso é que ao fazermos esse levantamento tomamos um susto e nos perguntamos como é que estamos conseguindo nos virar durante tanto tempo.
O grande problema de não se organizar e planejar é que todos esses gastos estão lá, porém estão omitidos e nunca os vemos de uma forma ampla, com um maior controle temos a possibilidade de planejar nossos gastos, cortar despesas supérfluas e diminuir a possibilidade de entrarmos num buraco, e se por ventura já estivermos no buraco, será mais fácil criar estratégias para uma reestruturação financeira.
Quero ver quem tem corajem de gastar dinheiro com besteiras depois de ver seu saldo ao final de um mês que ainda nem terminou!!!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

O PF que não é de comer mas pode te dar uma enorme azia

Com essa história de crise é muito bom para quem esteja procurando emprego que fique muito alerta quanto às propostas de trabalho que venham a receber.
Uma prática muito comum dentro de muitas empresas é o pagamento do famoso PF, que quer dizer salário por fora, ou seja, a empresa contrata o funcionário com um salário baixo registrado em carteira, e o restante é pago a parte.
Para muitos isso pode parecer um tanto agradável, até porque dependendo da faixa salarial os descontos em folha são bem menores, portanto não se pode ignorar que também a perda pode ser grande, afinal, o valor do INSS e FGTS também são reduzidos e serão proporcionais ao valor do registro.
Outro detalhe muito importante que muitos não sabem, e em algumas empresas o departamento de RH às vezes deixa passar seja por falta de informação ou por má fé, é que mesmo o funcionário recebendo um salário por fora os direitos devem ser os mesmos, ou seja, férias, 13° salário, horas extras e rescisão devem ser calculados não somente em cima dos valores do registros, mas também em cima do por fora.
Então ao receber uma proposta de emprego e as condições de salário forem essas, o empregado deve se informar junto ao contratante sobre todas essas questões, afinal, podemos dizer que é um “favor” feito a empresa, pois a mesma deixa de ter tantos gastos com encargos, mas por outro lado o desfavorecido acaba sendo sempre o empregado que deixa de receber alguns de seus direitos no caso de uma demissão.
O ideal a fazer nesses casos é deixar tudo às claras, algumas vezes não temos como correr dessa situação, o funcionário não tem opção de escolha pois em algumas empresas essa prática acaba sendo uma regra e quem não está a favor está fora.
Por isso para que não existam problemas futuros, deixar tudo as claras é o mais importante, guardar todo e qualquer documento que possa vir a te livrar de uma dor de cabeça no futuro também, pois algumas empresas na hora de uma rescisão não fazem o cálculo do PF e por isso mais uma vez o funcionário sai no prejuízo, e se for necessário uma ação trabalhista deveram ser usadas de todas as provas possíveis. Essas provas podem ser extratos bancários, recibos, etc, porém devem estar todas completas.
Os extratos bancários e comprovantes de depósito são as melhores provas, pois normalmente quando o PF é feito os depósitos são sempre na mesma data, o que fica mais difícil a alegação de qualquer outro tipo pagamento como por exemplo o reembolso, pois um mesmo valor de depósito todos os meses na mesma conta sendo feito pela empresa é muito complicado de se justificar.
O ideal na verdade é não se utilizar do PF, porém se não houver escapatória, deve-se ser tudo muito acertado e todos estarem de comum acordo, afinal, se a empresa está agindo errado, você também não estará certo uma vez que aceitou o acordo, por isso as ações devem ser feitas apenas em caso extremos, não existe o porque de se fazer algo uma vez que todos os acordos forem cumpridos, até porque como dito anteriormente, dependendo da faixa salarial o valor do salário pode se enquadrar no recolhimento do IR e nos casos de ações trabalhistas, além do comissionamento do advogado, toda uma dor de cabeça, será necessário também o recolhimento do imposto retroativo de todos os meses que não foram feitos, isso sem falar na demora do processo e na possibilidade de uma perda, e em alguns casos que vi, o reclamante acaba tendo de pagar uma multa ao final do processo.